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Medir o ar antes de comprar um purificador

Responde à pergunta que quase ninguém faz primeiro: existe mesmo um problema de partículas nesta casa, e de que tamanho.

Toda esta categoria vive de uma pergunta por responder. As pessoas compram um purificador porque desconfiam do ar que respiram, instalam-no, e nunca chegam a saber se estava mau antes nem se ficou melhor depois. Um medidor de partículas transforma essa desconfiança num número.

É a única recomendação deste site que pode acabar consigo a não comprar um purificador nenhum. Fazemo-la na mesma, e é por isso que ela está aqui e não escondida no fim de uma análise.

O que estes aparelhos não são

Um sensor doméstico é indicativo, não é instrumento de laboratório. Nenhum dos que analisámos publica classe de precisão, incerteza de medição ou calibração. O número que mostram serve para comparar o mesmo espaço consigo próprio ao longo do tempo, não para produzir um valor absoluto que se possa citar.

Medem partículas, tipicamente PM2.5 e às vezes PM10. Não medem gases, não medem monóxido de carbono e não substituem um detetor de fumo nem um detetor de gás. Se precisa de segurança, o aparelho é outro.

Não fazemos afirmações de saúde a partir de nenhuma leitura. Um número mais alto significa mais partículas em suspensão naquele momento e naquele ponto da divisão, e nada mais do que isso.

Quando medir não vale a pena

Quando já sabe qual é a origem. Se alguém fuma dentro de casa, se há dois gatos, ou se a obra do vizinho enche a sala de pó, medir só confirma o óbvio. Concentre-se no caudal.

Quando o problema é cheiro. Nenhum destes medidores lê a fase gasosa, que é exatamente o que se cheira. O aparelho vai marcar o ar como limpo enquanto a divisão inteira cheira a fritura.

Quando o problema é humidade. Um medidor de partículas não diz nada sobre condensação nem sobre bolor. O instrumento certo aí é um higrómetro, e a decisão é outra.

Fora destes casos, medir é o passo mais simples que pode dar antes de decidir. Uma semana de leituras diz-lhe se o pico é ao cozinhar, à noite, ou quando abre a janela para a rua.

Porque não basta o sensor do próprio purificador

13 das 31 unidades que analisámos trazem sensor próprio, e nenhuma publica classe de precisão para ele. Há ainda um problema de posição: o sensor integrado lê o ar junto à entrada do aparelho, que não representa necessariamente o resto da divisão.

Um medidor independente, pousado do outro lado da divisão, é o que permite ver se o aparelho está a limpar a sala ou apenas o metro cúbico à sua frente. É também a única forma de comparar duas unidades sem acreditar nos dois folhetos.

Na qualidade de Afiliado da Amazon, este site pode receber uma comissão por compras elegíveis, sem custos adicionais para si.

Os três medidores que verificámos

Verificados na página do produto em 29 de agosto de 2026. Não publicamos preços em página nenhuma deste site, por isso o valor atual é o que vir na loja.

Medidor de qualidade do ar Temtop S1+ com ecrã de PM2.5

Temtop S1+, medidor de PM2.5 e AQI

  • MedePM2.5 e AQI
  • Precisão publicadanão publicada

O mais simples dos três e o que recomendamos para responder à pergunta uma vez: ecrã, bateria longa e leitura de partículas com temperatura e humidade. É o suficiente para medir uma semana e decidir.

Medidor de qualidade do ar Temtop S1-UP com ecrã de PM2.5

Temtop S1-UP, medidor de PM2.5 e AQI

  • MedePM2.5 e AQI
  • Precisão publicadanão publicada

O mesmo fabricante num modelo diferente, o S1-UP. Interessa se quiser deixar um medidor fixo numa divisão e levar o outro consigo pela casa, porque comparar dois pontos ao mesmo tempo diz mais do que mover um.

Monitor de qualidade do ar SONOFF com ecrã de PM2.5 e PM10

SONOFF, monitor de qualidade do ar com PM2.5 e PM10

  • MedePM2.5 e PM10
  • Precisão publicadanão publicada

O único dos três que lê PM10 além de PM2.5 e que se liga a uma casa inteligente, com registo contínuo e alarme. Faz sentido se já tem automação e quer histórico em vez de leituras avulsas.

O que fazer com o número

Meça durante alguns dias antes de mudar seja o que for, e anote a que horas sobe. Depois abra a janela dez minutos e volte a medir. Se o valor cai e fica em baixo, o problema é ventilação e não filtragem, e a solução é gratuita.

Se o valor sobe outra vez com a divisão fechada, aí sim há uma fonte permanente lá dentro, e é aí que um purificador com caudal adequado faz diferença.